Lei da Igualdade entre Homens e Mulheres na Islândia Também se Aplica ao Esporte.

Premiações, diárias e bonificações são exatamente as mesmas para atletas de ambos os sexos no país, que é primeiro do mundo a proibir que mulheres recebam menos que homens.

Por Carina Ávila, Reykjavík, Islândia

Rílany, lateral da seleção brasileira feminina, joga na Islândia e confirma: "As mulheres usam exatamente a mesma estrutura que os homens" (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

       Rílany, lateral da seleção brasileira feminina, joga na Islândia e confirma: “As mulheres usam exatamente a mesma estrutura que os homens” (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

         Islândia é o melhor país do mundo para ser mulher, de acordo com o ranking do Fórum Econômico Mundial. O Relatório Anual de Desigualdade de Gênero, publicado pelo fórum, mostra que a Islândia está bem perto de atingir a igualdade plena entre homens e mulheres. Para completar, depois de uma década no topo da lista dos países mais igualitários, neste ano, entrou em vigor uma lei que torna ilegal que as mulheres recebam salários inferiores aos dos homens. É o primeiro país do mundo a vigorar esta lei e, no âmbito esportivo, a regra também se aplica.

Nas seleções nacionais de todos os esportes, os atletas dos sexos feminino e masculino recebem exatamente os mesmos valores de bonificações e premiações a cada vitória. A atleta da seleção brasileira feminina de futebol, Rílany Silva, que está no Brasil se preparando para a Copa América, joga pelo Grindavik, da Islândia, e relatou como é a experiência no país.

– A igualdade entre homens e mulheres na Islândia quando têm o mesmo cargo, no meu caso, futebol, é muito grande. Um exemplo enorme a ser seguido pelos outros países, e principalmente pelo Brasil, que eu espero que um dia faça igual. Dependendo da atleta, da expressão que ela tenha mundialmente, ela consegue receber até mais do que um homem. Na seleção, as mulheres recebem as mesmas diárias que os homens e os mesmos salários.

Nos clubes, os salários variam independentemente do sexo, de acordo com o rendimento de cada atleta. Porém a estrutura oferecida aos times masculinos e femininos é a mesma.

– As mulheres usam exatamente a mesma estrutura que os homens. Não há uma diferença de departamentos, de cada um ter seu departamento, não. É o mesmo departamento, mesmo campo, academia. Somos realmente tratados com igualdade – completa a lateral Rílany.

Outra jogadora da seleção brasileira, Thaisa Moreno, atuou pelo Grindavik até o fim do ano passado – em 2018, ela foi contratada pelo Sky Blue dos Estados Unidos – e viveu a valorização feminina no esporte islandês.

– O meu salário, entre homens e mulheres, era o mais alto. As brasileiras que estão lá recebem o mesmo que os jogadores do time masculino – afirmou Thaisa.

A lei recebeu apoio de todos os partidos políticos no país, onde quase metade dos membros do Congresso é de mulheres. A intenção do governo é que até 2022 não existam mais disparidades salariais entre sexos no país.

 Fonte: sportv.globo.com/site/programas/
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